EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES
EDUCACIONAIS ESPECIAIS
DOSSIÊ DE INCLUSÃO
UNIDADE 1: RETROSPECTIVA HISTÓRICA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA COM EDUCAÇÃO ESPECIAL E/OU INCLUSÃO:
Como já havia relatado nunca havia trabalhado a fundo com crianças com necessidades especiais, mas tive uma pequena experiência com uma menina de 2 anos de idade.
Os nomes aqui apresentados serão ficticios para não gerar problemas futuros.
Ao ingressar em uma Escola de Educação Infantil para trabalhar com maternal 2 me deparei com uma menina com apenas dois anos de idade com necessidades físicas. Ela só sentava com apoio, não firmava seu pescoço,não conseguia se alimentar sozinha e é claro fazia suas necessidades em fraldas.
Em um primeiro momento fiquei meio apreensiva pois a auxiliar começou a falar muitas coisas ruins a respeito da menina, que ela dava muito trabalho, que só resmungava, que tinha que limpar e que o cocô era muito fedorento, enfim quase tive um trauma.
Percebi que essa auxiliar não gostava nem um pouco da menina.
Aos poucos comecei a me aproximar da menina do olhar triste e fui percebendo que não era tão ruim assim, a menina do olhar triste apenas precisava de atenção, muita atenção. Comecei a conversar com a família, que por sinal nãodavaa mínima para a menina, ela necessitava de atendimento com médicos especialistas e também atendimento na AACD isso 1 única vez por semana e como a mãe nãoestava nem aí acriança acabava não indo levar a menina nos devidos locais de atendimento.
Os dias foram passando e já não conseguia mais deixar a menina do olhar triste de lado estava com ela o tempo todo, ela me fascinava estava sempre me dando carinho e resmungando, na verdade acho que ela estava tentando me falar algo,mas eu não conseguia entender.
A mãe tinha apenas 18 anos e o pai um pouco mais, mas a menina para eles era um grande castigo, não estavam nem aí para ela, talvez isso explica o porque do olhar tão triste. Suspeita-se queos pais eram usuários de drogas, e a avó era quem mais se preocupava com a menina.
O pouco tempo que fiquei lá foi de muito aprendizado, pois ficar com ela por algumas semanas me fez pensar mais sobre o assunto, o problema é que como são poucos em relação a população essas crianças são deixadas de lado.
MUITAS PESSOAS SÓ APRENDEM A DAR VALOR, E ENTENDEM O QUE ACONTECE QUANDO PASSAM PELA EXPERIÊNCIA.
UNIDADE 2: POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRAS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL E O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
1) Total de alunos docentes:
2) Etapas deescolarização:
3)Alunos da Educação Especial presente(quais, quantos, que tipo de atendimento):
Como no momento não estou em sala de aula estarei descrevendo entrevista que fiz em uma escola do Município.
A escola hoje conta com uma clientela de 211 alunos, distribuídos em 10 turmas em funcionamento.
Etapas da Creche:
Berçario.
Maternal 1.
Maternal 2.
Maternal 3.
Etapas da Pré-Escola:
JNA-Manhã - 2 turmas
JNB-Manhã - 1 turma
JNA- Tarde - 2 turmas
JNB- Tarde - 1 turma
Temos junto a nós, dois alunos inclusivos, sendo eles:
Aluno 1:
É cadeirante, não anda e também não fala. Freqüenta o JNB-M e uma vez ao mês vai na AACD ( em Porto Alegre).
Aluno 2:
Tem algumas limitações motoras, (mas caminha) e tem dificuldades na fala (não se compreende muitas vezes o que diz). Teve seríssimos problemas ao nascer, passou por cirurgias e toma medicação forte. É aluna do JNB-T e ainda usa fraldas pois não consegue controlar. É assistida pela APAE de nossa cidade uma vez por semana.
E esse será o estudo de caso.
UNIDADE 3: SERVIÇOS DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
PARTE A: A partir da pesquisa iniciada sobre a Educação Especial em seu Município, descreva quais serviços especializados existem no mesmo e quantos alunos são atendidos por estes serviços.
Sapianga possui alguns centros de atendimentos especiais, segue abaixo:
NAE
NÚCLEO DE ATENDIMENTO AO EDUCANDO
O NAE existe desde março de 2006.
É mantido pela Secretaria de Educação de Sapiranga.
Atualmente, o NAE atende em torno de 130 alunos das escolas municipais de Sapiranga, encaminhados pelas professoras e por uma avaliação da psicopedagoga itinerante através de uma ficha de encaminhado. Os alunos que ingressamnoNAE apresentam dificuldades de aprendizagem, distúrbios de conduta, deficiência física, autismo,síndrome de sperger, síndrpme de west, transtorno desafiador de oposição, deficiência mental leve, hiperatividade e outros.
O objetivo do NAE é resgatar nos alunos a auto-estima, desenvolver diferentes habilidades e capacidades, assegurando o respeito em relação ao ritmo e as limitações de cada um.
Além do NAE, Núcleo de Atendimento ao Educando, temos o Pólo de Deficiências Visuais na EMEF 1º de Maio, que atende 4 cegos e 4 crianças de baixa visão. Duas destas crianças estudam na 5ª série e, em função de possuirem vários professores, eles recebem um atendimento individualizado, com uma professora qualificada. A escola está sendo adequada com livros, impressora braille, máquina de escrever em braille, material de matemática adaptado, entre outros. Os alunos recebem como apoio o transporte municipal.
EJA /APAE NOTURNO
Parcerias: APAE Sapiranga, SMED e EMEF Pastor Rodolfo Saenger.Clientela do EJA: alunos que frequentam a APAE, divididos em duas turmas.
As idades dos alunos variam de 18 a 34 anos.
Módulo 1 - 8 alunos
Módulo 2 - 12 alunos
As aulas acontecem nas segundas, terças e quintas-feiras à noite, das 18h45min às 21h45min.
Os profissionais são cedidos pelo município e as orientações e o respaldo legal são repassados via SMED, através da coordenadora do EJA, senhora Ilca Barros.
As orientações pedagógicas são feitas na APAE, através de reuniões e supervisões individuais.
APAE SAPIRANGA
MISSÃO: Promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio às famílias, direcionadas a melhoria de qualidade de vida da pessoa com deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.
DIRETORA: Rejane Moz
TOTAL DE ALUNOS ATENDIDOS EM 2009: 120 atendidos
ESCOLA ESPECIAL: 44 alunos
CAE - CENTRO DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO: 45 (inclusos)
CLÍNICA: 31 alunos
ÁREA TÉCNICA: na área técnica que conta com profissionais capacitados na área de serviço social, psicologia, fonoaudiologia, estimulação precoce, fisioterapia, neuropediatria. Além do atendimento individualizado e grupal ao cliente da Instituição.
O QUE A ESCOLA OFERECE:
CICLOS DE APRENDIZAGEM: espaços e intervenções a fim de construir conhecimentos que possibilitem a autoria do pensamento no seu processo de criar, construir e aprender para que cheguem à alfabetização.
PROJETOS: esportes, expressão e dança, inclusão, empresa indusiva, literatura, psicopedagogia inicial, arte e artesanato, laboratórios de aprendizagem.
PROJETOS INCLUSÃO: parceria com a SMED, escolas municipais, creches municipais e escolas estaduais. Nesse projeto alunos municipais participam dos projetos oferecidos pela Instituição e tem acompanhamento clínico e pedagógico. Alunos da escola são encaminhados para escolas municipais de acordo com a série que estão aptos a frequentar.
PARTE B:
O estudo de caso será realizado com Flor uma criança de 6 anos que frequenta uma Escola de Educação Infantil de Sapiranga, Jardim B.
UNIDADE 4: ESTUDO DE CASO
Sua tarefa nesta unidade será iniciar o registro escrito de seu "Estudo de Caso", você deve definir quem será o sujeito de sua pesquisa e registrar as informações.
1) Dados de identificação do sujeito
- nome (fictício), idade, situação familiar, profissão dos pais e condições socioeconomicas da família.
* Você pode acrescentar outras informações que achar relevantes e/ou necessárias em cada uma das partes desta atividade.
A aluna Flor é uma das crianças de inclusão a qual irei realizar meu estudo de caso.
Está na escola a 2 anos, iniciou no grupo em fevereiro de 2007, chegava empurrada pela avó em um carrinho de bebê, não caminhava e pouco interagia com os demais.
A fala era pouco desenvolvida e também não tinha firmeza para se sentar.
O grupo demonstrava interesse em integrá-la nas atividades.
Vive com a avó, que pouco participa da vida escolar da menina, mas é responsável por ela e batalha por seus direitos.
Nasceu prematura de 5 meses, teve infecção pulmonar e várias complicações com relação à sua saúde.
Mais ou menos aos dez meses sofreu um AVC.
A mãe engravidou muito nova e tentou abortar diversas vezes, e suspeitasse que a mesma era usuária de drogas durante a gravidez.
Hoje a menina já consegue comunicar-se melhor, chega na escola com muita vontade de aprender, pois está sendo feito um bom trabalho com ela.
Sua fala continua com problemas, mas também está sendo trabalhada.
Flor está frequentando o NAE que também auxilia no desenvolvimentoe na aprendizagem da menina.
Com a professora o relacionamento é muito bom, como os outros alunosemalguns momentos não aceita a atividade proposta e diz quenãovai realizar, mas com muita conversa ela acaba realizando da sua forma.
Já com os colegas as vezes é um pouco agressiva, não gosta muito de dividir seus materiais,se está com determinado lápis ou jogo não troca de forma alguma, é necessário a intervenção da professora caso contrário vira em agressão, as vezes até física.
Ocorreu uma vez que ela queria uma massinha de modelar vermelha que estava com a colega e ela acabou agredindo a colega com um tapa no braço, já que a mesma não queria dividir com ela. Com muito cuidado a professora então orientou a colega e conversou com Flor para que o fato não se tornasse repetitivo.
Como já relatei seu aprendizado está se desenvolvendo de forma um pouco lenta mas está ocorrendo, quando chegou não era possível entender o que falava hoje sua fala está quase normal, claro que o NAE está auxiliando muito para que este aprendizado se realize, mas acredito que com toda esta ajuda ela consegirá sua alfabetização.
A avó que é a pessoa responsável por ela preocupasse bastante em relação a seu aprendizado, sempre que possível olha as atividades realizadas por Flor e a elogia muito. Ajuda também buscando seus direitos junto as entidades governamentais, pois não é nada fácil para uma família carente ter que tratar criaças com esse tipo de problema. Marca sua consultas médicas com antecedência para que Flor não fique sem seu tratamento.
Para estimular melhor sua fala a professora trabalha mais músicas onde as crianças cantam e também fazem movimentos corporais os quais ajudam também no desenvolvimento sensório motor.
Atividades com pronúncias onde deve ser bem destacada a fala dos alunos.
Avaliação
Após ter lidos os textos pode-se perceber que existem muitas formas de avaliação no caso de inclusão. Mas vai depender de cada professor , de cada escola e de suas regras e normas.
Em primeiro lugar deve ser feito um processo investigativo cujas informações acabam nos trazendo diagnósticos para que a real avaliação seja feita.
Dessa forma cada aluno será avaliado individualmente conforme suas necessidades e suas capacidades.
“Então, valorizar o processo de aprendizagem referente à escrita e à leitura (que não
pode ser deixado de lado), não significa desvalorizar outras questões que também são
importantes, tais como: convivência em grupo, expressão das concepções com relação ao discutido em aula, compreensão da sua importância dentro do contexto escolar, dentre outras.
Nesse sentido a avaliação da aprendizagem como prática inclusiva sinaliza a importância do olhar
voltado às diferentes dinâmicas e especificidades individuais e coletivas que desenham o processo de ensino e aprendizagem desenvolvido na escola.”
No caso dessa inclusão a escola está trabalhando de forma que está sendo avaliado o progresso da aluna em relação ao seu estado ao iniciar o ano e não em relação a seus colegas.
Seu progresso é bastante visível graças ao bom trabalho que a professora junto com o trabalho do NAE estão fazendo.
Em meu ponto de vista é isso que importa o progresso que o aluno está passando no decorrer do ano.
Comments (6)
lpasserino@... said
at 5:41 pm on May 12, 2009
Fran
teu estudo de caso vai ser bem interessenate. Mas precisarias detalhar mais por exemplo a Flor está em qual escola? (apae ou escola do municipio ou escola estadual). Não precisas definir o nome da mesma, mas indicar. Pelo que solicitamos o caso seria a partir de uma escola escolhida na unidade 3 e que foi descrita antes. Tem oturas informações ela tem que idade? ela está em qual série. Ela está no momento ainda apresentando problemas de fala e de motricidade? procura detalhar mais.
liliana
lpasserino@... said
at 5:44 pm on May 12, 2009
Sobre a unidade 3 Fran, sugiro que em lugar de trazer recortes das informações que pesquisastes, faças um texto mais coeso e bem descritivo, iniciando como "No município de Sapiranga existem xxx serviços.... O NAE é um......" pode ser? Então te peço que re-organizes, vai te ajudar depois para fazer as análises finais.
liliana
lpasserino@... said
at 5:46 pm on May 12, 2009
Fran: a unidade 2 apresenta os mesmos problemas da unidade 3 precisa ser re-organizada.
lpasserino@... said
at 5:48 pm on May 12, 2009
O relato que colocas sobre a unidade 1 nao é exatamente um caso de aluno com necessidades especiais, não tivestes nenhuma experiência que possas adicionar e complementar?pode ser relato de amigos ou parentes, pode ser uma experiência indireta. Pelo que colocas no teu relato é um caso apenas de carência afetiva, que poderia dar lugar a outros processos mas não se encaixa com o que a Unidade 1 solicita.
[]s
liliana
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 8:35 pm on May 30, 2009
Olá, Fran, gostariamos que colocasse as sugestões que a professora Liliana te postou, principalmente o relato do estudo de caso, tem poucas informações precissas acrescentar.
Abraços
Maria del Carmen
liliana said
at 9:39 pm on Jun 24, 2009
Oi Fran
sobre o aprendizado da aluna, podes nos contar que tipo de trabalho está sendo realizado para trabalhar a fala dela? estas indo bem, acrescenta agora os dados solicitados na unidade 6 e 7
abraços
lili
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